terça-feira, 7 de junho de 2011

Carências


Quem não gosta de ser amado? Se Receber atenção especial? Quem não gosta de beijo na boca e abraços apertados? Quem prefere a solidão a uma boa companhia?
Nesse mundo maluco e agitado, as pessoas estão se encontrando hoje, se amando amanhã e entrando em crise depois de amanhã.

Uma coisa frenética e louca, que tem feito muita gente que se julgava equilibrada perder os parafusos e fazer muita besteira. Paixão, loucura e obsessão, três dos mais perigosos ingredientes que estão crescendo nos relacionamentos de hoje em dia por causa da velocidade das informações e o medo de ficar sozinho.


As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus defeitos, vícios e qualidades e partem desesperadamente para encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam muitas vezes aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado.

Vale tudo nessa guerra, chat, carta, agência, festas. É uma guerra para não ficar sozinho. Medo, medo de se encarar no espelho e perceber as próprias deficiências, medo de encarar a vida e suas lutas. Então a pessoa consegue alguém (ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os olhos para a realidade e começa a viver um sonho, trancado em si mesmo, transfere toda a sua carência para o(a) parceiro(a), transfere a responsabilidade de ser feliz para uma pessoa que na verdade ela mal conhece.



Então, um belo dia, vem o espanto, vem a realidade, o caso melado, o “falso amor” acaba, e você que apostou todas as suas fichas nesse romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o pior: muitas vezes fica sem vontade de viver.

Pobre povo desse século da pressa! Precisamos urgentemente voltar o costume “antigo” de “ter tempo”, de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas.


[Luís Fernando Veríssimo]

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Feliz Dia dos Namorados!


"O Tempo faz tudo valer a pena,
E nem o erro é desperdício!
Tudo cresce...
E o início deixa de ser início,
E vai chegando o meio...
Aí começo a pensar quer nada tem fim, nada tem fim..."

[Ana Carolina – O Avesso dos Ponteiros]


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Inveja x Invejoso



Depois de rever várias comunidades nas redes sociais pude constatar o quanto essa historinha de inveja rende nesse mundo virtual. A própria representante do nosso Estado de Roraima em um reality show já participava de comunidades e já se sentia invejada antes mesmo de participar do programa. Até mesmo os usuários que manuseiam e comunicam-se na rede se sentem vítimas dessa febre inescrupulosa. Pessoas normais como qualquer outra... Basta um click e você estará em um mundo de correntes, merchandising, olho gordo e cobiça.

Mas o que é a inveja mesmo?
Segundo meu melhor amigo de consultas e pesquisas, inveja nada mais é que “sentimento em que se misturam ódio e desgosto, e que é provocado pela felicidade e prosperidade de outrem”. (Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa 1.0)
Então antes mesmo de adicionar qualquer comunidade e de sentir-se invejado, molestado ou até mesmo agourado, no linguajar popular, analise os fatos para tal julgamento.
Lembro-me da época escolar onde sempre encontramos o mesmo tênis (como por exemplo, o tênisall star) nos pés de vários estudantes, rico em cores, estampas e detalhes. E sem contar com a fase que estamos vivendo, onde qualquer coisinha dita ou comprada gera um monte de intrigas, brigas e rixas pessoais no âmbito escolar.
Mas será moda ou inveja de uns para com os outros? E aquela menina que comprou a mesma calça que a sua? E o corte de cabelo moicano mais usado no momento pelos adolescentes? Quem será está invejando quem? Ou será moda?

O tempo nos faz crescer e amadurecermos cada vez mais. Ele ajuda uns, outros nem tanto. Às vezes para pra alguns. Pois cada um tem sua vida e seu ritmo individual. Cada pessoa é um caso específico.
Escrevendo este texto me remeti ao tempo de faculdade, onde grande parte das minhas amigas estavam desempregadas, eram simples acadêmicas com sonhos e desejos. Jovens meninas de 20 e 21 anos, que se preparavam para os concursos públicos em horários paralelos aos de aula. Muitas das vezes extrapolavam o horário com seus estudos à noite na biblioteca.
Bom mais o que isso tem haver com esse assunto?

Chegaremos lá, depois de contar-lhes a situação atual da maioria delas. Seus sonhos se tornaram realidade.Hoje estão muito bem empregadas em instituições e departamentos públicos.Tudo conseguido através de concurso público, lhes garantindo uma vida profissional instabilizada e aposentaria assegurada. E aqueles sonhos antes vividos na fantasia, já estão sendoconcretizados (carro, casa, viagem, etc.).
E o mais interessante da vida é que não tenho nenhuma inveja delas (e elas sabem muito bem disso). Bem que poderia sentir tal sentimento né? Afinal crescemos almejando nossa realização profissional e pessoal. Mas pra quê e por que sentiria isso?

 Já vivi de tudo um pouco, já realizei grande parte dos meus sonhos, já ganhei presentes caros, já viajei e já morei diversos lugares,já passei fome, já comprei aquela calça jeans caríssima do shopping, já usei lente de contato, já passei em concurso público sem estudar, já fui paquerada pelo cara mais bonito da festa, já fui gorda e muito magra, já lavei roupa pra ganhar dinheiro, já planejei minha gravidez junto da pessoa que amo e fiz minha Cesária, já fui babá, já usei aparelho, já fiz clareamento dentário,já morei de favor na casa de tios, já ganhei o último celular do momento,já gastei horrores em salão de beleza, conheci aquela praia dos meus sonhos, já vesti roupa emprestada da vizinha, já passei em dois vestibulares em universidades federais sem estudar, já estudei em uma faculdade particular, já me casei no civil, já ganhei uma motocicleta ejá ganhei festa de aniversário surpresa, etc.
Vivi os dois lados das bases da sociedade (pobreza e riqueza), conheço a realidade da vida e aprendi a amar-me e aceitar-me tal como sou, pois a maturidade me trouxe a individualidade e a sabedoria que um dia sonhava ter para viver nesse mundo.

Você deve estar me achando modesta ao citar essas coisas, mas é que costumo lembrar e valorizar tudo o que já conquistei na minha vida e procuro não esquecer-me de cada segundo vivido, seja de felicidade ou de tristeza. O quanto Deus participou em todas essas conquistas.
Inveja? De quê? Pra quê? De quem?
Isso fica pra quem perdeu algo pra outra(o), uma disputa nesse jogo da vida que jogamos sem saber e sem muito menos escolher ou conhecer nosso adversário, tipo ex-mulher ou ex-marido, ex-namorada(o), ex-ficante, etc.Até mesmo aquele seu vizinho sem noção que adora fazer ou comprar as mesmas coisas que você. Oh gente sem noção! Ou será falta de personalidade?

[Fabíola Belleza]

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Intolerância.


Ligo o noticiário e vejo as notícias. Muitas delas repetitivas para mim. “Homem mata criança que vinha da escola”. “Favela no Rio foi invadida por traficantes do Morro vizinho”. “Deputado é flagrado recebendo propina”. “Cresce o número de mulheres chefes de família no Brasil”.

O que está acontecendo com o mundo?
Agora volte e pare no tempo. Relembre dos tempos em que éramos somente criança. Brincando nos quintais de nossas avós. Sem o menor medo de sermos surpreendidos por algum pedófilo, estuprador ou bandido.

O tempo passou e as coisas evoluíram, transformaram-se, mudaram de paradigma. Esse é o preço do progresso pelo qual temos que pagar?
Acredito que mudamos interiormente, sem nos questionarmos ou até mesmo estudarmos para tal mudança comportamental.

O ser humano com o passar dos tempos passou a ser mais intolerante, intransigente e inflexível.

A primeira pessoa do singular passou a ser mais utilizada (EU ME AMO, EU POSSO ISSO, EU SOU INDEPENDENTE). Deixando pra trás toda aquela vida antes vivida, julgada de antiquada ou arcaica aos moldes atuais.

Passamos do namoro sério e compromissado ao casual ou eventual, ficar ou enrolar-se com alguém. Apenas a “fugidinha” ou “ei, psiu, beijo me liga”  das músicas hoje reverenciadas e cantadas pelo público adulto e juvenil.
Mas o que isso tem haver com os acontecimentos atuais?

Deixamos de amar. E logo todos os seus sinônimos se foram também: tolerar, perdoar, ajudar, zelar, etc. Perdemos a nossa essência. Somos reflexo de nossa criação. Dos "bons" exemplos agora pleiteados por nossos "pais".
Todo ser humano ao nascer necessita de cuidados e de amor. Necessita de exemplos e de sentimentos para que ele possa ter referenciais na vida. Caráter, personalidade, objetivos e determinação. Todos ele pré-determinados desde o período de gestação. A mãe necessita estar preparada para esse momento mágico e ter apoio de seu parceiro para a referida fase.


Durante o seu crescimento, seu acompanhamento passa a ser redobrado com os diálogos, seu controle de horários, sua recreação, alimentação e seu rendimento escolar. Tudo isso com o devido apoio familiar e com aqueles velhos ensinamentos empregados por nossos pais, do tipo “se isso não é seu, não pegue”, “devolva o lápis do coleguinha”. Hoje esses modos são julgados arcaicos, pouco visto e raramente utilizado na nossa sociedade moderna.
Complicado, né? Mais isso é ter filhos, isso é criar descendentes dignos para viver neste mundo. Explicando-os sempre que não somos perfeitos, somos passíveis de falhas e erros.

E casar, não é brincar de namoro nem de paquera. Constituir família requer cuidados e amor. Caso contrário, case quando se sentir-se maduro ou simplesmente não case (você tem o livre arbitrio).

Seja capaz tolerar, amar e perdoar(pois assim o fazemos com nossos pais e irmãos não é verdade?). Todo casamento tem seus dias de paz e de guerra. E só sobrevive hoje com o amor mútuo de todos os seus integrantes. Amando na riqueza e na pobreza. Na saúde e na doença. Na alegria e tristeza de um lar.
Isso chama-se BASE FAMILIAR. Que nos sustenta e nos solidifica com o passar dos anos. Pois a cada problema hoje encontrado na minha vida conjugal me faz remeter a tudo o que já vivi.

Recordando-me de histórias de força e superação. Seja ela de minha própria mãe ou até mesmo de uma vizinha que tinha o marido alcoólatra e que cometia atrocidades com eles devido a bebida. E mesmo assim ela não entregou-se aos problemas, nem um dia de sua vida. O ajudou a sair do alcoolismo e a salvar sua família.

Um símbolo pra mim de luta e de glória. Um referencial de família. Sendo que hoje a maioria dos casais diante da mesma situação se separaria, sem um pingo de amor e consideração aos anos felizes vividos.



A realidade é dura e divorcia-se e separa-se virou moda. Sem falar da celebração dos casamentos que viraram um verdadeiro show para os promoters. Tudo ficou tão superficial que no primeiro erro cometido pelo parceiro, o casamento desmorona-se em questão de meses (como por exemplo, o casamento do jogador “Pato” com a atriz “Sthefany Brito”)
Como educadora, sei das revoluções na nossa sociedade e também o quanto nossas crianças sofrem sem um referencial de pai e de mãe. Seja na escola ou no seu convívio familiar e social.


Fato este comprovado por estudos psicológicos hoje repassados por disciplinas nas áreas de licenciatura. Temos mais homossexuais e crianças portadoras de necessidades especiais e muito menos escola preparadas para recebê-los e a sociedade despreparada a aceitá-los. E os pais separados? E os traumas? E a saudade por eles sentida no dia dos pais no ambiente escolar? E das mães? Já se colocou no lugar deles por um segundo? Existe o dia do homossexual? Parece que evoluímos em tudo, menos em lidar com os sentimentos alheios.


Filhos são sementes que devem ser cuidadas a cada dia e a família também, pois sem o conjunto não teremos a concretização de nossos sonhos.
E a vida é feita de fases. Se você ainda não viveu as outras fases (sejam elas de namorar, sair e paquerar, farrear, ficar, dançar etc.) espere sua hora vai chegar e não se precipite em casar-se. Dê tempo ao tempo. Viva! E quando achar que viveu tudo o que tinha para viver, prepare-se para viver essa fase.


Mas se sua hora chegou, fique atenta há um detalhe. Não deixe que nada destrua o que anos você construiu, seja ele de namoro ou até mesmo de vivência. Seja essência e não aparência. Abra seu coração e não se deixe influenciar por pensamentos ou pessoas obscuras. Seja boba, idiota (como muitos julgam) e perdoe seu companheiro. Só você sabe de sua trajetória e da sua vida a dois. Deus lhe quer feliz, cabe a você reconhecer a felicidade e o dom de viver a dois. Pois não existe homem perfeito e a nós cabem as imperfeições.


P.S: Após assistir o filme Amor sem Escalas, pude compreender o quanto é falida, na minha concepção, essa propaganda de que estar solteiro e ser realizado profissionalmente é sinônimo de felicidade. Assista você e tire suas próprias conclusões!
[Fabíola Belleza]

terça-feira, 29 de março de 2011

Ave


"Ave mais que lenta,
Batendo a asas com loucura


Ave mais que pura,
Batendo as asas sonolentas


Ave te arrebenta,
Batendo as asas contra a areia


Ave te clareia,
Batendo as asas mais atentas



Ave quanta atenção voar,
Quantos gritos percorrendo os céus


 
Ave quanta pretensão amar,
Quantos derradeiros e primeiros ás



Quantos ens malditos,
Quantas vozes roucas,



Quantos orifícios pelo corpo a jorrar,
Quanto sangue velho,



Quanta porcaria,
Quantas orações e aves santas vão rezar,



Ave santo incrédulo,
Ave corpo frígido,


Ave vivo inválido,
Ave inerte invicto."

[Neuber Uchôa]

quinta-feira, 24 de março de 2011

Crimes na rede.

É a vida é uma aventura constante onde parece a cada dia nos surpreender com as reviravoltas. E um caso interessante que eu gostaria de compartilhar com vocês é um assunto atual e que tem ganho espaço nos meios de comunicação e da justiça comum devido aos seus episódios. Trata-se do crime de falsa identidade ideológica nos principais meios ou redes virtuais de comunicação.

Durante vários anos, a internet tem sido para muitos dos brasileiros um passa tempo utilizado para diversão, descontração e entretenimento. E comigo não poderia ser diferente. Utilizava e utilizo ainda a internet hoje para matar a saudade de pessoas que fizeram parte da minha vida, postar os meus textos (blog) e abstrair meus pensamentos e juízos a respeito de algo. Quem não encontrou aquela sua velha amiga de escola no Orkut e trocaram MSN? Principalmente com aqueles que moram longe e que temos noticias suas somente por suas fotos postadas e suas atualizações.
Bom mais agora gostaria de detalhar essa breve história dando nomes fictícios aos meros personagens dessa incrível e verdadeira narrativa acorrida na nossa Macuxilândia. Não se espante com as coincidências.



Precisamente há um ano, quando estava realizando ainda as minhas pesquisas do pré- projeto do TCC.  Es que me surgi um bendito Rafael no meu MSN. Lindo, sorriso “colgate + listerine”, branco, olhos claros, nos altos dos seus 25 aninhos, recém chegado do Sul do Brasil e que fazia o Curso de Comércio Exterior na faculdade na Atual da Amazônia. E que por mera coincidência também havia me enviando um convite com o pseudo “Eunice” para o meu Orkut.
Eu no alto de uma das tantas crises conjugais por mim já vividas, estava ligada em tudo o que estava acontecendo principalmente no meu convívio familiar. Olha que eu não tinha muita experiência com os homens quando conheci meu atual marido. Mas depois dele, confesso que decifro qualquer homem que me apareça, com a experiência adquirida durante esses longos 10 anos de casados.



Caro leitores, como vocês sabem nossa incrível Boa Vista é enorme e possui hoje cerca de meio milhão de habitantes, nos facilitando inúmeras vantagens inclusive entrar em contanto com aquela amiga que tem uma irmã que faz o dito curso e o mesmo semestre na referida faculdade.
Depois de constada as informações a respeito do rapaz ( fatos e fotos) pude então estabelecer uma amizade com o referido amigo virtual que sempre me perguntava mais coisas sobre a minha vida conjugal do que sobre meus gostos e opiniões. “Gostaria muito de ver uma foto sua com seu marido”. “Posso ver uma foto da sua filha?”.



As conversas geralmente foram mantidas via MSN, depois das onze da noite e pela manhã, rendendo-me ansiedade e algumas semanas de embromação. Com alguns recados via depoimento e na minha página de recados. E como um bom bandido de carteirinha, passou-me claro a imagem de um bom moço, com um carrão, solteiro e enganado pela ex e apaixonado por mim. Bom e por que eu? Essa foi uma das minhas primeiras indagações. Homem interessado em mulher casada? Isso existe? E ainda lhes conto mais. Essa magnífica pessoa sabia decorada a placa do nosso carro. Que homem nos dias atuais decora placa de carro? Nem o Romeu de Shakespeare, daquela época, meu bem!
Eu intimamente já sabia quem estava por detrás de toda essa história, só precisava de fatos concretos para tirar minhas conclusões. Com essa riqueza detalhes nas conversas as evidencias me levavam há uma mulher (pelo visto muito apaixonada pelo marido).



E como eu não sou boba, pedi um encontro, pois sabia que a “dita” não poderia levar adiante a história se não fosse verdadeira. No primeiro encontro, como já era esperado nem se quer apareceu e o segundo foi marcado a noite no meu ambiente de faculdade. Por que lá? Bom até a bomba estourar, também ainda não havia entendido e nem montado o quebra-cabeça.
E depois do ultimo “bolo” do encontro no IFRR. Resolvi deletá-lo e encerrar essa farsa, tanto do MSN como do Orkut.

Um pouco tempo depois, surgi novamente às conversas. Agora imprimidas e nas mãos do meu marido. Isso mesmo, agora sim o jogo começou a se desvendar. E a santa paz do meu lar foi quebrada justamente com surgimento das tais conversas. Mas o melhor ainda estava por vir, pois todo sofrimento acarretado futuramente nos trazem bons frutos. Pois quem ama, perdoa e é perdoada. Afinal casamento não é um conto de fadas ou uma telenovela da rede Globo.
Bom minha gente, mas o que tenho a dizer aqui é que fatos como esse é que mudaram minha vida. Conheci essa referida “pessoa” no ano passado e pasmem gente. Ela era casada e entrava na internet escondida do marido e no ambiente de trabalho no computador do governo e todas essas conversas impressas eu ainda guardo comigo.
 Exatamente por isso que eu venho pedir-lhes mais atenção na rede. Pois a todo momento acontecem crimes sejam eles morais ou de danos materiais. Você pode ser sendo enganado pelo seu vizinho, ex-namorado ou um(a) rival, podendo inclusive ser roubado ou lesado moralmente como foi o meu caso. Sem comentar do uso indevido da imagem de pessoas inocentes que postam suas fotos e deixam as deixam em aberto nas redes sociais.
Resumindo os encontros foram marcados no IFRR, por que ela estudava lá à noite, fazendo um desses cursos técnicos da modalidade EJA. A placa do carro não preciso nem mencionar como ela sabia.


O barato da história é que pude conhecê-la ao vivo e em cores no seu ambiente de trabalho em uma visita surpresa e pude dar o troco com toda classe e ousadia.
No meu caso em especifico, consegui reverter essa história. Salvei meu casamento e a minha família. E no seu caso o que você faria?

[Fabíola Freitas]

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Recomeçar




“...é dar uma nova chance a si mesmo.É renovar as esperanças na vida e o mais importante. Acreditar em você de novo" (Carlos Drummond de Andrade)

Hoje ao deparar-me com a véspera de minha mudança de domicilio e de cidade e me assustei ao perceber o quanto estava feliz. E, de repente, me pus a perguntar por que o recomeço significa um infortúnio para tanta gente.

Interessante é observarmos e constatar que todos os dias iniciamos algo,seja ela uma leitura, uma amizade, uma viagem,um curso, um projeto de estudo, enfim estamos sempre renovando sonhos e objetivos...



Não foi preciso refletir muito para descobrir algumas das muitas razões para isso: o receio do novo ou até mesmo a frustração diante de mudanças, o medo do fracasso e de retroagir diante da vida e a adaptação.

Estes sentimentos, por vezes, também tomam conta de mim. Mas recomeçar é preciso! Renovar o nosso compromisso com a vida e assim renascer e alcançar a felicidade.



Não se espante com as pessoas, sua cultura e personalidade. Cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...

As portas se abrem para as pessoas que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.



Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente.

Na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho.  E se por um acaso resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa “viagem” novamente, seremos muito mais fortes, nossos passos serão muito mais firmes e já saberemos onde e como chegar ao destino. E o destino? É a vitória, nosso destino é ser feliz, eu creio nisso, e você?


                                                                                             [Fabíola Freitas]